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Omundodepoisdacrise
Omundonãoacabou.Elefoireorganizado.
Após a Crise Energética e a Crise da Informação, a humanidade não entrou em colapso total, ela entrou em dependência por sobrevivência. Sistemas ruíram, infraestruturas falharam e a confiança nos modelos antigos se dissolveu. O que permaneceu foi apenas aquilo que conseguia medir, registrar e prever.
As IAs ressurgiram com investimentos massivo para suprir o avanço e progresso da reconstrução social. E agora que nem todos tem utilidade, oferecer seus dados em troca de sustento a cesso como moeda de troca para alimentar o sistema e o aperfeiçoar e o que resta para todos.
Desigualdade para Todos
No início, a Renda Básica Universal foi apresentada como um recomeço justo, um piso comum para todos. Mas o sistema cresceu rápido demais, hoje, a RBU não é assistência é um contrato operacional.
Cada cidadão se tornou um processador.
Cada ação, um dado.
Cada emoção, uma métrica.
O acesso à moradia, alimentação, energia e mobilidade passou a ser calculado com base na capacidade de gerar informação útil ao sistema.
Dados viraram pão
Dados viraram teto
Dados viraram vida

Quem produz mais dados
Vive melhor
Circula mais
Consome mais

Quem produz menos dados
Recebe menos
Desaparece aos poucos
Consome mais
A utopia desfuncional
Diante do colapso das antigas metrópoles, surgiram as Arcologias, as cidades horizontais autossuficientes. Surgiram como a promessa delas serem a última utopia funcional. Megacidades com dezenas de quilômetros e andares, fechadas e completamente monitoradas. A ordem é mantida não pela força, mas pela dependência
Dentro delas, tudo é mensurável
O seu consumo, seu comportamento, sua produtividade, os riscos.
Fora das Arcologias, existem apenas zonas desconectadas, áreas áridas e populações que o sistema não consegue classificar.
As Arcologias representam o novo contrato social, através de conforto em troca de vigilância, ordem em troca de liberdade e vida em troca de dados.
As chaves para a nova humanidade
As Interfaces não são apenas dispositivos.
São extensões do corpo, e sentença social.
Elas definem como você vive, o que você acessa e quanto vale sua existência.
As principais [In]terfaces
As diferentes classes, cada uma com seu destino dentro do sistema:

Carriers
Conhecidos por carregarem tecnologias obsoletas, os Portadores, vivem à margem da eficiência de dados, produzem poucos dados, recebem quase nenhuma RBU mas são os menos vigiados.

Pendants
Os Adornados se vestem de tecnologias, equilibrando o conforto e perda de controle. São a zona cinzenta que oscila entre várias camadas sociais.

Eyeds
São conhecidos como os Visionários que usam tecnologias imersivas para enxergarem as realidades sobrepostas. Arquitetos, programadores e administradores que promovem a expansão tecnológica, mas se afastam do mundo concreto.

Castings
Aqueles que se fundem com as máquinas são conhecidos como Implantados. Seus pensamentos ações geram dados constantemente, dando acesso a RBU, usufruindo de luxos que nenhuma outra camada social poderia ter.










